CAPÍTULO 165. Aparição do santo pai a um frade, depois de sua morte

219. A um outro frade de vida muito louvável, suspenso em oração naquela noite e naquela hora, o glorioso pai apareceu vestido com uma dalmática de cor púrpura, acompanhado por uma multidão de pessoas.

Muitos, que saíam dessa multidão, disseram ao frade: "Irmão, será que esse é o Cristo?" Ele respondia: "É ele mesmo". Mas outros também perguntavam: "Mas não é São Francisco?"

O frade também dizia que era ele mesmo. E, de fato, tanto para o frade como para todo aquele povo, dava a impressão de que Cristo e São Francisco eram uma só pessoa. Os que sabem entender bem não vão achar temerária essa afirmação, porque aquele que adere a Deus torna-se um só espírito com ele, e o próprio Deus vai ser um só em todos no futuro.

Finalmente o bem-aventurado pai chegou, com aquela admirável multidão, a lugares agradabilíssimos, muito verdes pelo viço de todas as gramíneas irrigadas por água muito límpida, em plena primavera de flores e repletos de árvores de todas as espécies deliciosas. Levantava-se aí um palácio de tamanho admirável e de beleza ímpar, em que o novo habitante do céu entrou alegremente, indo encontrar lá dentro muitos frades. E começou a se banquetear gostosamente com os seus numa mesa esplendidamente preparada e cheia das mais variadas iguarias.