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219. A um outro frade de vida muito louvável, suspenso em
oração naquela noite e naquela hora, o glorioso pai apareceu vestido
com uma dalmática de cor púrpura, acompanhado por uma multidão de
pessoas.
Muitos, que saíam dessa multidão, disseram ao frade: "Irmão,
será que esse é o Cristo?" Ele respondia: "É ele mesmo". Mas
outros também perguntavam: "Mas não é São Francisco?"
O frade também dizia que era ele mesmo. E, de fato, tanto para o
frade como para todo aquele povo, dava a impressão de que Cristo e
São Francisco eram uma só pessoa. Os que sabem entender bem não
vão achar temerária essa afirmação, porque aquele que adere a Deus
torna-se um só espírito com ele, e o próprio Deus vai ser um só
em todos no futuro.
Finalmente o bem-aventurado pai chegou, com aquela admirável
multidão, a lugares agradabilíssimos, muito verdes pelo viço de
todas as gramíneas irrigadas por água muito límpida, em plena
primavera de flores e repletos de árvores de todas as espécies
deliciosas. Levantava-se aí um palácio de tamanho admirável e de
beleza ímpar, em que o novo habitante do céu entrou alegremente,
indo encontrar lá dentro muitos frades. E começou a se banquetear
gostosamente com os seus numa mesa esplendidamente preparada e cheia das
mais variadas iguarias.
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