CAPÍTULO 24. Grandeza do santo e pequenez nossa

54. Ninguém deve estranhar que o profeta de nosso tempo gozasse de tais privilégios. Livre da escuridão das coisas terrenas, não submisso aos desejos da carne, sua inteligência voava para as alturas mais sublimes e penetrava na luz com pureza. Iluminado pelos resplendores da luz eterna, tirava da Palavra eterna o que ressoava em suas palavras.

Ai, como somos diferentes hoje! Envolvidos nas trevas, nem o necessário conhecemos! O motivo não é nenhum outro: somos amigos da carne e estamos também envolvidos no pó dos mundanos. Se elevássemos nossos corações para os céus junto com as mãos, se aspirássemos pelas coisas eternas, provavelmente ficaríamos sabendo o que ignoramos: Deus e nós mesmos. Quem se revira na lama tem que ver lama; quem puser os olhos no céu não poderá deixar de ver as coisas celestiais.