COMPLEMENTO: GIORDANO BRUNO.

Ouvimos acima a afirmação de Flammarion a respeito da morte de Giordano Bruno. Também este caso é explorado contra a Igreja Católica e provocou uma extensa literatura. Aqui, porém, a Igreja está completamente justificada.

Giordano Bruno nasceu em 1548 em Nola, perto de Nápoles. O jovem, dotado de rara inteligência, entrou na ordem de S. Domingos. Porém seu espírito irrequieto, alimentado pelo estudo de filósofos antigos e da renascença, em breve se afastou da fé ortodoxa. já era herege quando se ordenou sacerdote. Por causa de suas idéias heréticas teve que fugir da Itália, foi a Genebra, onde se tornou calvinista. Fugindo também dali, continuou sua vida errante. Esteve em Toulouse, Paris, Londres, novamente Paris e oito cidades da Alemanha, provocando escândalo e oposição em toda parte.

Os livros que escreveu estão cheios das mais baixas obscenidades. Quanto à religião, ele abandonou não só a fé católica, mas rejeitou qualquer crença em Deus. O livro La cena delle Ceneri (A ceia da quarta-feira de cinzas), é um tratado popular do sistema de Copérnico. Nos outros a astronomia está em segundo plano e o assunto principal são as mais revoltantes blasfêmias e um ódio ao cristianismo que maior não se pode imaginar, tudo acrescido de ataques contra seus adversários, que chama de loucos, alienados, bestas, porcos. Preso em Veneza, mostrou-se disposto a abjurar seus erros. Porém mais tarde, em Roma, negou ter escrito heresias. Finalmente foi condenado como monge fugitivo, herege obstinado, e apóstata da fé e queimado vivo em 17-2-1699.

O castigo era justo, embora duro, conforme a praxe do tempo. E' uma calúnia contra a Igreja Católica afirmar que Giordano Bruno foi sentenciado por causa de suas opiniões astronômicas. Naquele tempo estas opiniões eram completamente livres entre os católicos. Era. reservado a Galilei de, 16 anos mais tarde, provocar uma proibição, em que ninguém pensava no tempo de Giordano Bruno.