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17. Eia, pois, Veneráveis Irmãos: pelo zelo que tendes da honra de Maria e da salvação da
sociedade humana, esforçai-vos por alimentar a devoção e por aumentar a confiança do povo
para com a grande Virgem. Nós pensamos seja de atribuir-se a divino favor o fato de, mesmo
em momentos tão procelosos para a Igreja como estes, haver-se mantido sólida e florescente,
na maior parte do povo cristão, a antiga veneração e piedade para com a Virgem augusta.
Mas agora esperamos que, incitados por estas Nossas exortações e inflamados pelas vossas
palavras, os fiéis se hão de colocar com sempre mais ardente entusiasmo sob a proteção e
assistência de Maria, e continuarão a amar com crescente fervor a prática do Rosário, que
nossos pais costumavam considerar não só como um poderoso auxílio nas calamidades, mas
também como um distintivo honorifico da piedade cristã. A celeste Padroeira do gênero
humano acolherá benigna as humildes e unânimes preces que lhe dirigirmos, e, complacente,
obter-nos-á que os bons se revigorem na prática da virtude; que os desviados caiam em si e
se emendem; e que Deus, justo vingador das culpas, dobrando a .misericordiosa clemência,
afaste os perigos, e restitua ao povo cristão e à sociedade a tão desejada tranqüilidade.
18. Confortados por esta esperança, com os mais ardentes votos do Nosso coração rogamos
vivamente a Deus, pela intercessão d'Aquela em quem Ele depositou a plenitude de todos os
bens, que vos conceda a vós, Veneráveis Irmãos, as mais escolhidas e mais abundantes
graças celestes, das quais é auspício e penhor a Bênção Apostólica, que de coração
concedemos a vós, ao vosso clero e aos povos confiados aos vossos cuidados.
Dado em Roma, junto de S. Pedro, a 1 de Setembro de 1883, sexto ano do Nosso
Pontificado.
LEÃO XIII PAPA
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