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4. Efetivamente, agora também se trata de um negócio bastante árduo e importante: isto é, de
abater o poder do antigo e astutíssimo inimigo, arrogante na sua força; de reivindicar a
liberdade para a Igreja e para o seu Chefe; de conservar e defender os fundamentos sobre os
quais deve apoiar-se a segurança e o bem-estar da sociedade. Grande deve, por isto, ser,
nestes tempos tão lacrimosos para a Igreja, a solicitude de manter com piedosa diligência o
santo costume do Rosário; sobretudo porque esta oração é composta de modo a evocar
sucessivamente todos os mistérios da nossa salvação, e portanto particularmente adequada
para fomentar a piedade.
5. Depois, pelo que se refere à Itália, há, neste momento, uma particular, uma extrema
necessidade de implorar o eficacíssimo socorro da Virgem, dado que não só está iminente,
mas já sobreveio uma inesperada calamidade. Queremos aludir à peste asiática que,
transpondo, por vontade de Deus os confins que a natureza parecia haver-lhe fixado, invadiu
os portos mais freqüentados da costa francesa e, dali, as zonas limítrofes da Itália.
6. Devemos, pois, buscar refúgio em Maria, naquela a quem com razão a .Igreja chama
Virgem salutífera, auxiliadora, libertadora; para que ela queira trazer-nos benevolamente o
socorro invocado mediante a mais agradável das orações, e afastar de nós o impuro
contágio.
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