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22. Há alguns que crêem as coisas que havemos relembrado; mas, depois, vendo não haver
sido ainda alcançado nada daquilo que se esperava - e em primeiro lugar a paz e a
tranqüilidade da Igreja, antes, vendo a situação tornar-se sempre mais ameaçadora, como
que cansados e desconfiados diminuem a assiduidade e o ardor da sua oração. Mas estes
deveriam, em primeiro lugar, refletir, e fazer com que as orações por eles dirigidas a Deus
sejam dotadas dos requisitos que, segundo o preceito de Cristo Senhor Nosso, são
necessários. E, depois, se as suas orações fossem realmente tais, deveriam eles além disso
considerar que é coisa indigna e culposa o querer fixar a Deus o momento e o modo de vir
em nosso socorro, a Deus que não nos deve nada; tanto que, quando Ele atende a quem lhe
ora, e quando "coroa os nossos méritos, na realidade não coroa outra coisa senão os seus
próprios dons" (S. Agostinho., Epistola 194 al. 105 ad Sixtum, c. 5, n. 19); e, quando não
secunda os nossos desejos, comporta-se providencialmente como um bom pai para com seus
filhos, o qual tem piedade da estultícia destes, e olha sempre à sua verdadeira utilidade.
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