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27. A esta altura, a dor e o afeto de Pai impele-nos a implorar de Deus, dador de todos os
bens, para todos os filhos da Igreja, não somente o espírito da oração, mas também o da
mortificação. Isto fazendo de todo coração, Nós exortamos todos, com a mesma solicitude, a
praticarem esta virtude, tão estreitamente unida à outra. Porquanto, se a oração conforta a
alma, robustece-a e eleva-a às coisas celestes, a mortificação habitua-nos a dominar-nos a
nós mesmos, e especialmente o corpo, que, por motivo de antiga culpa, é o mais perigoso
inimigo da razão e da lei evangélica. Há entre estas virtudes - como é evidente um nexo
indissolúvel. Elas se ajudam reciprocamente, e juntas tendem ao mesmo fim, que é o de
desapegar o homem, nascido para o Céu, das coisas caducas deste mundo, para elevá-lo
quase a uma celeste intimidade com Deus. Ao contrário, aquele que tem o ânimo aceso pelas
paixões e amolecido pelos prazeres tem náusea das alegrias celestes, que nunca
experimentou. A sua oração não passa de uma voz fria e lânguida, certamente indigna de ser
escutada por Deus.
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