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28. Temos sob os olhos os exemplos de mortificação a nós deixados pelos Santos. Pois bem:
era justamente esse espírito de mortificação que tornava aceitas a Deus as suas orações;
tanto que, como nos atesta a história sagrada, eles tiveram até mesmo o poder de operar
milagres. Esses Santos eram assíduos em regular e refrear a mente, o coração e as paixões;
submetiam-se sempre com grande docilidade e humildade à doutrina de Cristo, aos
ensinamentos e aos preceitos da sua Igreja; nada queriam, rada recusavam, serre antes haver
sondado a vontade de Deus; nas suas ações não se propunham outro escopo senão a maior
glória de Deus; continham e reprimiam energicamente os apetites da carne; tratavam o
próprio corpo duramente e sem piedade; e, por amor da virtude, abstinham-se até mesmo das
coisas por si mesmas lícitas. Assim podiam com razão aplicar a si mesmos as palavras que o
Apóstolo Paulo dizia de si: "já que a nossa cidadania é nos céus" (Filip 3, 20); e, pela
mesma razão, as suas orações eram tão eficazes em lhe tornar Deus propício e benigno.
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