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6. Este estado de coisas mostra, com evidência sempre maior, o quanto é necessário que os
católicos orem e supliquem a Deus com fervor e perseverança "sem nunca cessar" (I Tim 5,
17); e não somente em particular, porém ainda mais em público. Reunidos nos sagrados
templos, conjurem Deus a se dignar, na sua infinita bondade, de livrar a sua Igreja "dos
homens insolentes e malvados" (2 Tim 3, 2), e a reconduzir os povos ao caminho da
salvação e da razão, na luz e no amor de Cristo.
7. Espetáculo incrível e maravilhoso! Enquanto o mundo percorre o seu caminho tormentoso,
fiado nas suas riquezas, na sua força, nas suas armas e no seu engenho, a Igreja, com passo
veloz e seguro, atravessa os séculos, depositando a sua confiança somente em Deus, a quem,
de dia e de noite, ergue o olhar e estende as mãos súplices. Porque, embora na sua prudência
não desdenhe os socorros humanos que, pela bondade divina, os tempos lhe oferecem,
todavia não é nestes meios que ela deposita a sua principal esperança; mas sim na oração,
coletiva e insistente, elevada ao seu Deus. Nesta fonte ela alimenta e fortifica a sua vida;
porque, elevando-se, mediante a oração assídua, acima das vicissitudes humanas, e
mantendo-se constantemente unida a Deus, é-lhe dado viver, plácida e tranqüila, da própria
vida de Cristo. E nisto ela é fiel imagem de Cristo, a quem o horror dos tormentos, sofridos
pelo nosso bem, nada diminuiu nem tirou da beatíssima luz e da felicidade que lhe são
próprias.
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