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14. Pois bem: essa eminentíssima criatura é justamente Maria: certamente Ela é poderosa,
porque é Mãe de Deus onipotente, porém - o que é mais consolador -é amorosa, de uma
extrema benevolência, de uma indulgência sem limites. Tal no-la deu o próprio Deus, que,
havendo-a escolhido para Mãe de seu Unigênito, infundiu-lhe, por isso mesmo, sentimentos
requintadamente maternos, capazes somente de bondade e 'de perdão. Tal no-la mostrou
Jesus, quer quando consentiu em ser sujeito e obedecer a Maria, como um filho a sua mãe,
quer quando, do alto da Cruz, confiou às suas amorosas solicitudes todo o gênero humano, na
pessoa do discípulo João. Tal, enfim, se mostrou ela mesma quando, acolhendo
generosamente a pesada herança que lhe deixava seu Filho moribundo, desde aquele
momento começou a cumprir, para com todos, os seus deveres de Mãe.
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