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A todos os Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos do Orbe Católico
em graça e comunhão com a Sé Apostólica, sobre o Rosário de Nossa Senhora.
Veneráveis Irmãos, Saúde e Bênção Apostólica.
1. Todas as vezes que nos é dado o ensejo de aumentar no povo cristão o culto e o amor à
gloriosa Mãe de Deus, a Nossa alegria e a Nossa satisfação chegam ao auge. E isto porque a
coisa não só é de per si importantíssima- e fecunda de bons frutos, mas também se harmoniza
do melhor modo com os sentimentos mais íntimos do Nosso coração. Sugada, na verdade;
com o leite materno, depois a Nossa piedade para com Maria veio sempre crescendo e
consolidando-se em Nós, com o passar dos anos. E isto porque a Nossa inteligência sempre
mais claramente compreendia o quanto era digna de amor e de louvor aquela a quem ó
próprio Deus amou em primeiro, e com tal afeto que a elevou acima de todas as criaturas, a
enriqueceu dos dons mais magníficos, e a escolheu, enfim, para sua Mãe. Por outra parte, as
numerosas e fúlgidas provas da sua bondade e benevolência para conosco -provas que Nós
não podemos recordar sem a mais profunda gratidão e sem derramar lágrimas de emoção-
aumentaram sempre mais em Nós esta piedade, e mais ardentemente a inflamaram.
Porquanto, no meio das muitas, variadas e terríveis vicissitudes que temos atravessado,
sempre temos recorrido a ela, e para ela temos sempre volvido o Nosso olhar. E, depois de
depositar no seu seio todas as Nossas esperanças e todos os Nossos temores, alegrias e
tristezas, foi Nossa constante solicitude suplicá-la, para que se dignasse de, em todas as
ocasiões, assistir-nos como uma mãe terníssima, e alcançar-nos, em troca, o singular favor
de podermos testemunhar-lhe o Nosso afeto devoto e filial. Quando, depois, por misterioso
desígnio de Deus fomos chamado à Cátedra de S. Pedro, para representarmos na Igreja a
própria pessoa de Jesus Cristo, aterrados com o peso enorme deste ofício, e não tendo
nenhuma confiança nas Nossas próprias forças, com afeto ainda mais intenso solicitamos a
divina assistência, mediante a maternal proteção da Virgem. E o Nosso coração exulta em
proclamar que, no curso de toda a Nossa vida, mas especialmente no exercício do Nosso
Supremo Apostolado, a Nossa esperança nunca deixou de ser coroada ou pelo desejado
êxito ou, ao menos, por um doce conforto. Após tal experiência, a Nossa esperança alça-se
agora mais confiante, enquanto pedimos, com o seu favor e pela sua intercessão, graças
ainda mais copiosas e mais importantes, para a salvação do rebanho cristão e para a maior
glória da Igreja. Justo é, pois, e oportuno, Veneráveis Irmãos, que dirijamos a todos os
Nossos filhos palavras de incitamento - às quais ajuntareis a vossa exortação -a fim de que
eles queiram celebrar o próximo mês de Outubro, consagrado à augusta Senhora e Rainha
"do Rosário", com redobrando fervor, igual às acrescidas necessidades dos tempos.
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