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2. Já agora é de todos conhecidíssimo com quantos e quais meios de corrupção a malícia do
mundo iniquamente se esforça por enfraquecer e por extirpar inteiramente dos corações a fé
cristã e a observância da lei divina, que alimenta esta fé e a faz frutificar. E já por toda parte
o campo do Senhor, como que talado por uma terrível peste, quase se asselvaja, pela
ignorância da religião, pelo erro e pelos vícios. E o que é ainda mais doloroso é que aqueles
que teriam o poder disso, antes, que disso teriam o sagrado dever, longe de porem um freio
ou de infligirem justes penas a uma perversidade tão arrogante e culposa, muitas vezes, pelo
contrário, parece que a tal audácia dêem incentivo, ou pela sua inércia, ou .com o seu apoio.
Por isto, com bem razão deve contristar-nos que às escolas públicas tenha sido
deliberadamente dada uma organização tal que consente que o nome de Deus seja nelas
calado ou ali seja ultrajado; devemo-Nos entristecer com a licença, cada vez mais
desfaçada, de imprimir ou pregar toda sorte de ultrajes contra Cristo, Deus e a Igreja. Nem é
menos deplorável esse conseqüente langor e entibiamento da prática cristã, se não é uma
franca apostasia da fé, certamente está próximo de vir a sê-lo; porque a prática da vida já
agora não é mais aderente à fé. Quem considerar esta perversão e esta ruína dos interesses
mais vitais, certamente não se admirará se por toda parte as nações vão gemendo sob o peso
dos castigos divinos, e são consternadas pelo temor de calamidades ainda mais graves.
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