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3. Para tal fim não evocaremos aqui os argumentos que, sob vários aspectos, expusemos
sobre este mesmo assunto nos anos precedentes; mas, antes, apraz-nos considerar e expor
como, de acordo com os divinos desígnios da Providência, o Rosário desperta no ânimo de
quem reza uma suave confiança de ser atendido, e move a maternal piedade da Virgem
bendita a corresponder a tal confiança com a ternura dos seus socorros.
4. O nosso suplicante recurso ao patrocínio de Maria funda-se no seu ofício de Mediadora
da graça divina; ofício que ela - agradabilíssima a Deus pela sua dignidade e pelos seus
méritos, e de longe superior em poder a todos os Santos - continuamente exerce por nós junto
ao trono do Altíssimo. Ora, este seu ofício talvez por nenhum outro gênero de oração seja tão
vivamente expresso como pelo Rosário, onde a parte tida pela Virgem na Redenção dos
homens é posta tão em evidência que parece desenrolar-se agora ante o nosso olhar; e isto
traz um singular proveito à piedade, seja na sucessiva contemplação dos sagrados mistérios,
seja na recitação repetida das preces.
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