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17. E agora, ó Veneráveis Irmãos, a Nossa exortação volta ao ponto do qual partiu. Eia,
pois! que todos, pastores e rebanhos, especialmente no próximo mês, se coloquem, cheios de
confiança, sob a proteção da augusta Virgem. Em público e em particular não cessem, com
cantos, orações e votos, de invocar e suplicar concordemente a Mãe de Deus e Mãe nossa:
"Ah! mostra-te Mãe!". Que a sua clemência maternal queira preservar de todo perigo sua
família inteira: que a conduza a uma verdadeira prosperidade, e sobretudo a estabeleça na
santa unidade. Guarde ela com benevolência os católicos de todas as nações, e, unindo-os
pelos vínculos da caridade, torne-os mais ativos e mais constantes em sustentar a honra da
religião, da qual promanam, mesmo para os povos, os bens mais preciosos. Guarde, depois,
com suma benevolência também os dissidentes: essas grandes e ilustres nações, essas almas
eleitas, que sentem a dignidade cristã. Suscite nelas salutares desejos, e depois os alimente e
os leve a cumprimento. Redundem em vantagem dos dissidentes orientais a ardente devoção
que eles professam para com Nossa Senhora, e os numerosos feitos realizados pelos seus
antepassados para a glória dela. Depois, em vantagem dos dissidentes ocidentais redunde a
lembrança do salutar patrocínio com que ela teve como cara e recompensou a extraordinária
piedade que todas as classes sociais lhe professaram por muitas gerações. Para estes
dissidentes e para todos os outros, onde quer que se achem valha a voz unânime e suplicante
de todos os povos católicos, e valha a Nossa voz, que até o último alento invocará:
"Mostra-te Mãe!".
Entrementes, como auspício dos dons celestes e em atestado da Nossa benevolência, de todo
coração concedemos a cada um de vós, ao vosso clero e ao vosso povo a Nossa Bênção
Apostólica.
Dado em Roma, junto a S. Pedro, a 5 de Setembro de 1895, no décimo oitavo ano do Nosso
Pontificado.
LEÃO XIII PAPA
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