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4. Impossível seria, pois, dizer que amplitude e que eficácia hajam adquirido os seus
socorros, quando ela foi levada para junto de seu divino Filho, àquele. fastígio de glória que
convinha à sua dignidade e ao esplendor dos méritos. Com efeito, de lá do alto, consoante
os desígnios de Deus, ela começou a velar sobre a Igreja, a assistir-nos e a proteger-nos
como uma mãe; de modo que, depois de ter sido a cooperadora da redenção humana,
tornou-se também, pelo poder quase ilimitado que lhe foi conferido, a dispensadora da graça
que em todos os tempos jorra dessa redenção. Por isto, com bem razão as almas cristãs,
obedecendo como que a um instinto natural, sentem-se arrastadas para Maria, para lhe
comunicarem com toda confiança os seus projetos e as suas obras, as suas angústias e as
suas alegrias; para recomendarem com filial abandono suas pessoas e suas coisas à bondade
e solicitude d'Ela. Por este justíssimo motivo, todos os povos e todos os ritos têm-lhe
tributado louvores, que têm vindo sempre crescendo com o sufrágio dos séculos. Donde os
títulos a ela dados de "Mãe nossa, nossa Mediadora" (S. Bernardo, Sermo II in Advento
Domini, n. 5), "Reparadora do mundo inteiro" (S. Tharasius, Oratio in Praesentatione
Deiparae), "Dispensadora dos dons celestes" (In Off. Graec., 8 dec., post oden 9).
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