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A todos os Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos do Orbe Católico
em graça e comunhão com a Sé Apostólica, sobre o Rosário de Nossa Senhora.
Veneráveis Irmãos, Saúde e Bênção Apostólica.
1. Durante o Nosso Sumo Pontificado freqüentemente temos tido ocasião de dar públicas
provas da confiança e da piedade, para com a Santíssima Virgem, que sempre nutrimos
desde os mais tenros anos, e que depois nos temos esforçado por alimentar e aumentar em
toda a Nossa vida. Incidindo, com efeito, em tempos não menos infaustos para a Igreja do
que cheios de perigos para a própria sociedade civil, facilmente havemos compreendido o
quanto era útil recomendarmos com máximo calor esse baluarte de salvação e de paz que
Deus, na sua grande misericórdia, quis dar à humanidade, na pessoa de sua augusta Mãe, e
que depois ele tornou insigne nos fastos da Igreja por uma série ininterrupta de
acontecimentos favoráveis. E os povos católicos têm correspondido aos Nossos votos e às
Nossas exortações com múltiplas e pressurosas iniciativas, mas especialmente reavivando a
devoção para com o Rosário, com abundante messe de esplêndidos frutos. Mas Nós não nos
podemos cansar de exaltar a Mãe de Deus, que é verdadeiramente "digníssima de todo
louvor", nem de inculcar um terno amor para com ela, que também é Mãe dos homens, e que
é "cheia de misericórdia e cheia de graça". Antes, quanto mais a Nossa alma, fatigada pelas
solicitudes apostólicas, sente avizinhar-se a hora da sua partida, tanto mais ardente e
confiantemente volve o olhar para aquela que é como a aurora bendita da qual surgiu o dia
de uma felicidade e de uma alegria sem ocaso. Oh! quanto nos consola, Veneráveis Irmãos, a
lembrança das Cartas periodicamente escritas para recomendar o Rosário, tão grato àquela a
quem se quer honrar, tão útil àqueles que o rezam bem! Mas não é menos caro ao Nosso
coração o termos ainda a possibilidade de reafirmar insistentemente o Nosso propósito;
mesmo porque, assim fazendo, temos ótima ocasião de exortar paternalmente as mentes e os
corações a um sempre maior apego à religião, e de revigorar neles a esperança das imortais
recompensas.
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