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12. Aqueles, pois, que se esforçam por atingir o seu bem supremo, um admirável desígnio da
Providência ofereceu o auxílio do Rosário: auxilio mais fácil e mais prático do que qualquer
outro. Porque basta um conhecimento, mesmo modesto, da religião, para se aprender a rezar
com fruto o Rosário; e, por outro lado, isso requer tão pouco tempo, que na realidade não
pode acarretar prejuízo a outros afazeres. Além de que isto é confirmado por oportunos e
luminosos exemplos da história da Igreja; onde se lê que em todos os tempos houve pessoas
que, conquanto desempenhassem ofícios muito pesados, ou fossem absorvidas por fatigantes
ocupações, todavia nem sequer por um só dia relaxaram este piedoso costume.
13. Isto se explica por esse íntimo sentimento de piedade que transporta as almas para esta
sagrada coroa, até a amá-la ternamente e a considerá-la como a companheira inseparável e
fiel amparo da sua vida. Apertando-a entre os dedos nas supremas agonias, eles estão mais
seguros de ter em mão um penhor da "imarcescível coroa de glória". Tal esperança é,
depois, grandemente reforçada pelos tesouros "das indulgências" com que o Rosário foi
enriquecido na mais larga medida pelos Nossos Predecessores e por Nós mesmo; contanto
que, entende-se, delas se tenha devida estima. Não há dúvida que essas indulgências, como
que dispensadas pelas mãos da Virgem misericordiosa, ajudam muito os moribundos e os
defuntos, apressando para eles as alegrias da suspirada paz e da luz eterna.
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