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11. A confraria de que estamos falando cabe, depois, outro título de louvor, que não
queremos passar em silêncio. Cada vez que na recitação do Rosário mariano consideramos
os mistérios da nossa salvação, de certo modo imitamos e emulamos os ofícios outrora
confiados à milícia angélica., Foram eles, os anjos, que nos tempos estabelecidos revelaram
estes mistérios, nos quais tiveram grande parte e intervieram infatigavelmente, compondo o
seu semblante ora segundo a alegria, ora segundo a dor, ora segundo a exaltação da glória
triunfal. Gabriel é enviado à Virgem para lhe anunciar a Encarnação do Verbo eterno. Na
gruta de Belém os Anjos acompanham com os seus cantos a glória do Salvador, há pouco
vindo à luz. Um Anjo adverte José a fugir e a dirigir-se para o Egito com o Menino.
Enquanto Jesus no Horto sua sangue por causa da sua tristeza, um Anjo com a sua palavra
compassiva, conforta-o. Quando Jesus, triunfando sobre a morte, se levanta do sepulcro,
Anjos noticiam isso às piedosas mulheres. Anjos anunciam que Ele subiu ao Céu, e
prenunciam que de lá Ele voltará entre as falanges angélicas, para unir a elas as almas dos
eleitos, e conduzi-las consigo para entre os coros celestes, acima dos quais "foi exaltada a
santa Mãe de Deus". Por isto, de modo especial aos associados que praticam a devoção do
Rosário se adaptam as palavras que S. Paulo dirigia aos novos discípulos de Cristo:
"Chegastes ao monte de Sião e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celeste e às miríades de
Anjos" (Heb 12, 22). Que pode haver de mais excelente e de mais suave do que contemplar a
Deus e rogá-lo juntamente com os Anjos? Como devem nutrir uma grande esperança e uma
grande confiança de gozarem um dia no Céu a beatíssima companhia dos Anjos aqueles que
na terra, de certo modo, compartilharam o ministério deles!
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