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6. Não é fora de propósito recordar aqui, com gratidão, os atos
principais e de maior alcance com que nossos predecessores contribuíram
para o mesmo fim, e que podemos chamar complementos ou frutos da feliz
iniciativa de Leão XIII. Em primeiro lugar Pio X, querendo
fornecer a Igreja "de um meio seguro para formar bom número de
professores, recomendáveis por solidez e pureza de doutrina, que
explicassem nas escolas católicas os livros santos...", instituiu
"os graus acadêmicos de Licenciado e Doutor na Sagrada Escritura
conferidos pela Comissão Bíblica";[14] depois prescreveu "o
programa de estudos da Sagrada Escritura nos seminários" com o fim
de que os sacerdotes "não só adquirissem um profundo conhecimento da
excelência, composição e doutrina da Bíblia, mas também
soubessem e pudessem exercer convenientemente o ministério da divina
palavra, e defender das objeções os Livros escritos sob a
inspiração de Deus";[15] enfim "para que houvesse em Roma um
centro de estudos superiores bíblicos que do modo mais eficaz possível
fizesse progredir a ciência da Sagrada Escritura e das matérias com
ela relacionadas, segundo o espírito da Igreja católica", fundou,
confiando-o à ínclita Companhia de Jesus, o Pontifício
Instituto Bíblico, e quis que fosse "provido de escolas superiores
e de todos os meios de instrução bíblica" e prescreveu as normas por
que devia reger-se e funcionar, declarando que assim realizava "o
salutar e frutuoso desígnio" de Leão XIII. [16]
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