|
22. Portanto os nossos especialistas de estudos bíblicos atendam
também com a devida diligência a este ponto, nem desprezem nenhuma
descoberta da arqueologia ou da história antiga ou da ciência das
antigas literaturas, que possa servir ao melhor conhecimento da
mentalidade dos antigos escritores, do seu modo e arte de raciocinar,
narrar e escrever. E neste campo saibam também os seculares
católicos que não só contribuirão para o progresso das ciências
profanas, senão que, também, prestarão um assinalado serviço à
causa cristã, se com a devida diligência e aplicação se derem à
exploração e estudo da antiguidade, e concorrerem assim para a boa
solução de problemas até agora ainda mal solucionados e obscuros.
Pois todo o conhecimento humano; embora não sagrado, por isso mesmo
que é uma participação finita da infinita ciência de Deus, tem já
de per si uma sua dignidade e excelência própria; mas eleva-se a uma
nova e mais alta dignidade e quase consagração, quando se ocupa em
fazer brilhar com clara luz as coisas divinas.
|
|