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16. Não obstante isso, em grande estima se deve ter também a
música que, embora não sendo destinada principalmente ao serviço da
sagrada liturgia, todavia, pelo seu conteúdo e pelas suas
finalidades, importa muitas vantagens à religião, e por isso com
toda razão é chamada música "religiosa". Na verdade, também
este gênero de música sacra - que teve origem no seio da Igreja, e
que sob os auspícios desta pôde felizmente desenvolver-se está,
como o demonstra a experiência, no caso de exercer nas almas dos
fiéis uma grande e salutar influência, quer seja usada nas igrejas
durante as funções e as sagradas cerimônias não-litúrgicas, quer
fora de igreja, nas várias solenidades e celebrações. De fato, as
melodias desses cantos, compostos as mais das vezes em língua vulgar,
fixam-se na memória quase sem esforço e sem trabalho, e, ao mesmo
tempo também, as palavras e os conceitos se imprimem na mente, são
freqüentemente repetidos e mais profundamente compreendidos. Daí
segue que até mesmo os meninos e as meninas, aprendendo na tenra idade
esses cânticos sacros, são muito ajudados a conhecer, a apreciar e a
recordar as verdades da nossa fé, e assim o apostolado catequético
tira deles não leve vantagem. Depois, esses cânticos religiosos,
enquanto recreiam a alma dos adolescentes e dos adultos, oferecem a
estes um casto e puro deleite, emprestam certo tom de majestade
religiosa às assembléias e reuniões mais solenes, e até às
próprias famílias cristãs trazem santa alegria, doce conforto e
espiritual proveito. Razão pela qual, também este gênero de
música religiosa popular constitui uma eficaz ajuda para o apostolado
católico, e, assim, com todo cuidado deve ser cultivado e
desenvolvido.
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