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29. Além do órgão, há outros instrumentos que podem eficazmente
vir em auxílio para se atingir o alto fim da música sacra, desde que
nada tenham de profano, de barulhento, de rumoroso, coisas essas
destoantes do rito sagrado e da gravidade do lugar. Entre eles vêm,
em primeiro lugar, o violino e outros instrumentos de arco, os quais,
ou sozinhos ou juntamente com outros instrumentos e com o órgão,
exprimem com indizível eficácia os sentimentos, de tristeza ou de
alegria, da alma. Aliás, acerca das melodias musicais
inadmissíveis no culto católico já falamos claramente na encíclica
"Mediator Dei". "Quando eles não tiverem nada de profano ou de
destoante da santidade do lugar e da ação litúrgica, e não forem em
busca do extravagante e do extraordinário, tenham também acesso nas
nossas igrejas, podendo contribuir não pouco para o esplendor dos
ritos sagrados, para elevar a alma para o alto, e para afervorar a
verdadeira piedade da alma".[25] É o caso apenas de advertir
que, quando faltarem a capacidade e os meios para tanto, melhor será
abster-se de semelhantes tentativas, do que fazer coisa menos digna do
culto divino e das reuniões sacras.
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