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14. Que a Igreja é um corpo, ensinam-nos muitos passos da
sagrada Escritura: "Cristo, diz o Apóstolo, é a cabeça do
corpo da Igreja" (Cl 1,18). Ora, se a Igreja é um corpo,
deve necessariamente ser um todo sem divisão, segundo aquela sentença
de Paulo: "Nós, muitos, somos um só corpo em Cristo" (Rm
12,5). E não só deve ser um todo sem divisão, mas também
algo concreto e visível, como afirma nosso predecessor de feliz
memória Leão XIII, na encíclica "Satis cognitum": "Pelo
fato mesmo que é um corpo, a Igreja torna-se visível aos olhos".
[4] Estão pois longe da verdade revelada os que imaginam a Igreja
por forma, que não se pode tocar nem ver, mas é apenas, como
dizem, uma coisa "pneumática" que une entre si com vínculo
invisível muitas comunidades cristãs, embora separadas na fé.
15. O corpo requer também multiplicidade de membros, que unidos
entre si se auxiliem mutuamente. E como no nosso corpo mortal, quando
um membro sofre, todos os outros sofrem com ele, e os sãos ajudam os
doentes; assim também na Igreja os membros não vivem cada um para
si, mas socorrem-se e auxiliam-se uns aos outros, tanto para mútua
consolação, como para o crescimento progressivo de todo o Corpo.
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