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91. Ora para que esse amor sólido e perfeito more nas nossas almas
e cresça de dia para dia, é preciso que nos acostumemos a ver na
Igreja o próprio Cristo. Pois que é Cristo que vive na sua
Igreja, por ela ensina, governa e santifica; é Cristo que de
vários modos se manifesta nos vários membros da sua sociedade. Se
todos os fiéis se esforçarem por viver realmente com esse vivo
espírito de fé, não só prestarão a devida honra e reverência aos
membros mais altos deste corpo místico, sobretudo aos que um dia têm
de dar conta das nossas almas (cf. Hb 13,17), mas amarão de
modo particular aqueles que o Salvador amou com singularíssima
ternura, quais são os enfermos, chagados, fracos, todos os que
precisam de remédio natural ou sobrenatural; a infância, cuja
inocência está hoje exposta a tantos perigos, e cuja alma se pode
modelar como branda cera; os pobres nos quais com sua compaixão se
deve reconhecer e socorrer a pessoa de Jesus Cristo.
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