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23. É sobretudo por esse motivo que se deve afirmar como ensina a
Igreja - que a santa virgindade é mais excelente que o matrimônio.
Já o divino Redentor a aconselhara aos discípulos como vida mais
perfeita (cf. Mt 19,10-11); e são Paulo, depois de dizer
que o pai que dá em casamento a filha "faz bem", acrescenta logo a
seguir: "E quem não a casa, faz melhor ainda" (1Cor
7,38). Ao comparar as núpcias com a virgindade, manifesta o
Apóstolo mais de uma vez o seu pensamento, sobretudo ao dizer: "Eu
queria que todos vós fôsseis como eu... Digo aos não casados e
às viúvas que lhes é bom permanecerem assim, como também eu"
(1Cor 7,7-8; cf. l e 26). Se portanto a virgindade, como
dissemos, é mais excelente que o matrimônio, isso vem em primeiro
lugar de ela ter um fim mais alto:[32] contribui com a maior
eficácia para nos dedicarmos completamente ao divino serviço,
enquanto o coração das pessoas casadas sempre estará mais ou menos
"dividido" (cf.1Cor 7,33).
24. Considerando, porém, a abundância dos frutos que dela
nascem, mais clara aparecerá ainda a excelência da virgindade "pois
pelo fruto se conhece a árvore" (Mt 12,33).
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