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63. Ao promover esta colaboração de leigos ao apostolado, tão
importante nos nossos tempos, toca uma especial missão à família,
porque o espírito da família influi essencialmente sobre o espírito
das gerações juvenis. Enquanto resplandecer, no lar doméstico, a
chama sagrada da fé em Cristo e os pais formarem e plasmarem a vida
dos filhos segundo esta fé, a juventude prontificar-se-á sempre a
reconhecer o Redentor em suas prerrogativas reais, e opor-se-á a
quem o tente banir da sociedade ou sacrilegamente lhe viole os
direitos. Ainda que se fechem as Igrejas, que se proscreva da escola
a imagem do Crucificado, a família continua a ser um refúgio
providencial e, de certo qual modo, inatacável da vida cristã. E
damos infinitas graças a Deus por vermos que muitíssimas famílias
cumprem essa sua missão com uma fidelidade que afronta todos os ataques
e sacrifícios. Uma possante falange juvenil, mesmo naquelas regiões
em que a fé em Cristo significa sofrimento e perseguição, permanece
firme junto do trono do Redentor, com aquela decisão e tranqüilidade
que fazem lembrar os tempos mais gloriosos das lutas da Igreja. Que
de torrentes de bens inundariam o mundo, de quanta luz, ordem e paz
gozaria a vida social, e quantas energias preciosas e insubstituíveis
promoveriam o bem da humanidade se em toda a parte se concedesse à
Igreja, mestra de justiça e de amor, aquela liberdade de ação a
que tem direito sagrado e incontestável, por mandato divino. Quantos
males poderiam ser evitados, quanta felicidade e tranqüilidade se
poderia criar, se os esforços sociais e internacionais para se
restabelecer a paz se deixassem permeabilizar pelos profundos impulsos
do evangelho do amor, na luta contra o egoísmo individual e coletivo!
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