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12. Mas o :nossa espírito sente como que imperiosa necessidade de
tornar pública a sua íntima gratidão pelos sinais de reverente
:homenagem recebidos de soberanos; de chefes de Estado e de
autoridades públicas daquelas nações que estão em boas relações
com a Santa Sé. E uma especial alegria enche o nosso coração ao
podermos, nesta primeira encíclica dirigida a todo o povo cristão
esparso pelo mundo, mencionar em tal número a dileta Itália,
fecundo jardim da fé plantada pelos príncipes dos apóstolos, a
qual, graças à providencial obra dos Pactos Lateranenses, ocupa
hoje um posto de honra entre os Estados oficialmente representados
junto à Sé Apostólica. Daqueles pactos teve feliz início, como
aurora de tranqüila e fraternal união de almas diante dos sagrados
altares e no consórcio civil, a "paz de Cristo restituída à
Itália"; paz que suplicamos ao Senhor conserve, avive, dilate e
corrobore fortemente e profundamente na alma do povo italiano, tão
próximo de nós, e no meio do qual respiramos o mesmo hálito de
vida; augurando que este povo, tão caro aos nossos predecessores e a
nós, e fiel às suas gloriosas tradições católicas, sinta cada vez
mais, na alta proteção divina, a verdade das palavras do salmista:
"Bem-aventurado o povo que tem o Senhor por seu Deus" (Sl
143,15).
13. E esta desejada nova situação jurídica e espiritual, criada
e sigilada por aquela obra destinada a deixar um sinal indelével na
história da Itália e de todo o orbe católico, nunca se nos deparou
tão grandiosa e unificadora, como quando, do excelso balcão da
Basílica Vaticana, abrimos e levantamos pela primeira vez os nossos
braços e a nossa mão para abençoar Roma, sede do papado e nossa
amadíssima cidade natal, a Itália reconciliada com a Igreja e os
povos do mundo inteiro.
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