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[190] Godefroid Kurth, Les Origines de la
civilisation moderne, págs. 214 e 252. Apesar da
carteira apreciação feita por Kurth sobre o caráter de
Carlos Magno e do alto conceito da escolaridade do
imperador, segundo o depoimento de Eginhardo, não resta
dúvida, como diz Ganshof, de que Carlos Magno não
era um homem culto nem dotado do poder de abstração. O
rude soldado e o atilado administrador não era tipo
intelectual, apesar da sua sede de conhecimento e da sua
admiração pela cultura. François Ganshof,
"Charlemagne", in Speculum, vol. XXIV
(1949). pág. 526. Christopher Dawson, por
sua vez, ao mesmo tempo que ressalta os altos méritos, o
valor e o tino administrativo de Carlos Magno, observa
que " a sua religião, como o Islão, foi a religião
do sabre e, apesar da sua piedade sincera, a sua vida
privada assemelhou-se à dum príncipe muçulmano". A
Formação da Europa, pág. 240.
[191]"Temptabat et scribere tabulasque et codicellos ad
hoc in lecto sub cervicalibus circumferre solebat, ut cum
vacuum tempus esset manum litteris effigiendis
adsuesceret." Eginhardus, Vila Karoli Magni
Imperatoris c. 25, PL 97 (1862), cl. 50
A. Eginhard, Vie de Charlemagne, pág. 76.
[192] Léon Maître, Les Écoles Épiscopales et
Monastiques en Occident avant les Universités
(768-1180), pág. 6
[193] "...o pallium, que pelo ano 400, no
Oriente, é chamado ômofórion e provavelmente de
início era conferido pela autoridade civil como o lorum
(uma espécie de fita larga) dos altos cargos do
Estado. No Ocidente, inicialmente, o levavam somente
os Papas, mas do século VI em diante também os
bispos, sobretudo os metropolitas (o primeiro a
recebê-lo parece ter sido o arcebispo Cesário de
Arles, que em 513 o recebeu do papa Símaco) a
título de distinção e como símbolo da estreita união
com Roma. Posteriormente, a concessão do pallium aos
metropolitas foi regulada por lei."
Bihlmeyer-Tuechle, História da Igreja. vol. 1,
3 71, 4, pág. 363. Cf. Aigrain, Liturgia,
pág. 329.
[194] O adocianismo era a doutrina de que Jesus
Cristo, o Filho de Maria, antes de se tornar pessoa,
foi adotado pelo Filho de Deus e, portanto, na sua
natureza humana Jesus era o filho adotivo de Deus.
Alcuíno compôs refutações dessa heresia no Libellus
adversus haeresim Felicis, no Adversus Felicem libri
VII, no Adversus Elipandum libri IV, e mais
algumas cartas que se acham em Migne PL 101
(1863). Segundo Knowles, essa pugna contra o
adocianismo "foi para Alcuíno e os seus companheiros a
primeira de uma série de polêmicas religiosas, nas quais
aprenderam a ler os santos Padres e que lhes fizeram
exercer a força do seu próprio pensamento. Recentes
análises desta e de outras controvérsias teológicas da
época demonstram que os conselheiros de Carlos Magno e
de Luís, o Piedoso, sobretudo Alcuíno, eram dotados
de maior capacidade mental e teologicamente mais preparados
do que admitia a passada geração de historiadores. Em
matéria de conhecimentos patrísticos e de pensamento
metódico, representam o primeiro grupo de intelectuais
aparecido nos países além dos Alpes". Nova História
da Igreja. 11, A Idade Média, pág. 58.
[195] Moncelle, "Alcuin", in Dictionnaire
d'Historie et de Géographie Ecclésiastiques T. 2,
cl. 31. Trata-se de excelente verbete sobre a vida e
a obra de Alcuíno.
[196] Kurth, Les Origines de la Civilisation
Moderne, T. II, págs. 254-255. Ao
apreciar os livros de Alcuíno, diz Kurth que eles
permitem verificar a sua filiação aos próceres da
cultura cristã na Idade Média como São Beda, o
Venerável, Santo Isidoro de Sevilha, Boécio e
Cassiodoro. Elogiando-lhe o método, tradicional mas
adaptado aos ouvintes e em que Alcuíno se destacou pelo
uso do diálogo, dos enigmas e das metáforas que excitam
o pensamento, Kurth observa que o benefício de tal
ensino consistia menos no que ele ensinava aos alunos do
que no desejo que lhes inspirava de aprenderem mais.
Ib., págs. 255-256.
[197] Alcuinus, Epistola LXXXVI. Migne PL
100 (1863), cl. 282 B.
[198] "Mane florentibus per aetatem studiis seminavi in
Britannia. Nunc vero frigescente sanguine quasi vespere
in Francia seminare non cesso." PL 100 (1863), cl. 209 C.
[199] Karoli Magni, "De emendatione librorum et
officiorum ecclesiasticorum", in Monumenta Germaniae
Historica, Legum Tomus I, pág. 45. PL 98
(1862), cl. 896 C - 897 D. Na
Patrologia de Migne esse documento é a Epístola IV,
Ad subiectos, anno 788, (De homiliario Pauli
Diaconi, monachi Casinensis).
[200] Karolus Magnus, "Encyclica de litteris
colendis", in Monumenta Germaniae Historica. Legum
Tomus I, págs. 52-53, in PL 98
(1862), cl. 895 A - 896 C.
[201] Karolus Magnus, Epistola II sive Decretum de
scholis Osnabrugensis Ecclesiae, in PL 98
(1862), cl. 894 B.
[202] "Et non solum servilis conditionis infantes, sed
etiam ingenuorum filios adgregant sibique sociante,"
etc. Karolus Magnus, "Capitulare Ecclesiasticum" in
Monumenta Germaniae Historica, Legum T. I, págs.
53 e seg. PL 97 (1862), cl. 176
A-177 A.
[203] Além do Credo, do Pater e dos ritos de
administração dos sacramentos, os clérigos devem
estudar o cômputo (importante para calcular as festas do
ano litúrgico), o canto do Ofício e, entre outras
coisas Evangelium intellegere... scribere cartas et
epistulas. PL 97 (1862), cl. 249 A-B.
[204] Karolus Magnus, Capitula data presbyteris, in
PL 97 (1862), cl. 275 C.
[205] "Ut parentes filios suos et patrini eos, quos de
fonte lavacri suscipiunt, erudire summopere studeant;
illi, quia eos genuerunt, et eis a Domino dati sunt:
isti, quia pro eis fidejussores existunt." "Concilium
Arelatense VI", anno Christi 813, canon XIX,
in Mansi, Sacrorum Conciliorum Nova et Amplissima
Collectio, t. XIV, cl. 62.
[206] Mansi, ib., t. XIV, cl. 349.
[207] Ludovici I, "Capitularia. Capitulare
Attiniancense", mense augusti anni 822, in
Monumenta Germaniae Historica. Legum, Tomus I,
pág. 231. Migne PL 97 (1862), cl. 447
B -448 A.
Queremos lembrar, de passagem, que o termo capitulares
é plural femi- em português. Cf. Laudelino Freire,
Grande e Novíssimo Dicionário da Língua
Portuguesa, vol. II. Rio de Janeiro, José
Olímpio, 1954, pág. 1238.
[208] Ludovicus I, Capitularia Aquisgranensia,
(Armo 825), 6, in PL 97 (1862), cl.
465 C.
[209] ".. in universis episcopiis subiectisque plebibus
et aliis locis in quibus necessitas occurrerit..."
Maître, Les Écoles Épiscopales et Monastiques en
Occident avant les Universités (768-1180),
pág. 18.
[210] Ludovici et Lotharii "Capitularia", in
Monumenta Germaniae Historica. Legum, Tomus I,
pág. 249. Migne PL 97 (1862), cl. 457
B 476 A.
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"Discebant juvenes divina volumina passim.
Littereas artes puerorum corda bibebant...
Claruit hinc nimium foto gens Francica mundo."
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Florus Diaconus, Carmina Varia, Querela de divisione
imperii post mortem Ludovici Pii, in Migne PL 119
(1880), cl. 251 A.
[212] "Ut de scholis tam divinae quam humanae
literarum, nec non, et ecclesiasticae cantilenae, juxta
exemplum praedecessorum nostrorum, aliquid inter nos
tractetur, et, si potest fieri, statuatur atque
ordinetur: quia ex hujus studii longa intermissione,
pleraque ecclesiarum Dei loca et ignorantia fidei et
totius scientiae inopia invasit. Placet firmatum."
"Conciliam Valentinum III (Valença)", Anno
Christi 855. Canon XVIII in Mansi, Sacrorum
Conciliorum Nova et Amplissima Collectio, T. XV,
cl. 11.
[213] Concilium Tullanse (Concílio de Savonnières)
I, apud Saponarias, Canon X, in Mansi, ib., T.
XV, cl. 859.
[214] Todas as desordens do século anterior, diz
Maître, renovaram-se no século X com mais horror.
Os mosteiros que escaparam aos incêndios caíram nas
mãos dos leigos e tornaram-se o valhacouto de mulheres,
crianças, soldados e cães. Os perigos das viagens e os
assaltos dos bandoleiros tornavam difíceis as
comunicações e impediam a troca dos livros necessários
aos estudos e, em conseqüência disso, as escolas
pereciam. Léon Maître, Les Écoles Épiscopales et
Monastiques en Occident avant les Universités
(768-1180), pág. 51.
[215] L. D. Reynolds e N. G. Wilson, Scribes
and Scholars. A guide to lhe transmission of the greek
and latin literature, pág. 79 e seguintes.
[216] Beril Smalley, The Study of the Bible in the
Middle Ages, pág. 43.
[217] Asser, "Life of King Alfred", caps.
102-105, in English Historical Documents c.
500 - 1042, págs. 275-276. - Leach,
The Medieval Foundations of England, pág. 101.
[218] Tuechle - Bihlmeyer, História da Igreja,
vol. 2, pág. 74.
[219] Reto R. Bezzola, Les Origines et la
Formation de la Littérature Courtoise en Occident
(500-1200). Première Partie, La tradition
impériale de la fin de l'Antiquité au XIe siècle,
pág. 241 e seguintes.
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