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Tinha o nosso santo cerca de dez anos. Lucas, notando no filho inteligência lúcida e memória
feliz, resolveu confiar-lhe a educação a mestre virtuoso. Incumbiu, pois, de tão delicada
missão a um seu amigo, religioso carmelita de Cremolino.
A docilidade do discípulo, sua inteligência, a aplicação ao estudo e à piedade,
conquistaram-lhe a simpatia do mestre. Esmerou-se este na instrução e educação do aluno,
levado por suas qualidades e pela amizade que o unia a Lucas Dánei.
Paulo Francisco correspondeu às solicitudes do mestre e às esperanças do pai, sobrepujando
os progressos nos estudos o que se podia esperar de sua idade.
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Não há dúvida, diz são Vicente Maria Strambi, que os dotes naturais foram causa desses
progressos, mas a causa principal temo-Ia na aplicação ao estudo unida à serenidade de
espírito e à tranquilidade do coração, isento de paixões, perturbadoras da inteligência.
Aplicando-se Paulo mais tarde a estudos profundos e assíduos, aprendeu a raciocinar com
solidez, a expressar-se com elegância, insinuação e eloquência. Sua palavra era grave,
florida e comovente, o que muito agradava e comovia a seus ouvintes no decurso das
pregações
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O estudo, que soube converter em oração, não lhe alterou a piedade, de maneira que os
progressos na ciência dos santos não foram menos notáveis.
Multiplicava os exercícios de piedade. Jamais deixou a meditação; diariamente assistia à
santa Missa e o mais possível se alimentava do pão dos Anjos. O tempo que lhe deixavam o
estudo e as aulas, empregava-o em piedosas leituras e visitas ao ss. Sacramento e à ss.
Virgem.
O trabalho e a oração foram como que o aroma a lhe preservar a alma da menor culpa. A
modéstia, o candor e a piedade prognosticavam viria a ser um grande servo de Deus.
Terminou seus estudos literários aos dezesseis ou dezessete anos.
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