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Em Roma, quando oravam fervorosamente ante o altar da Confissão do Príncipe dos
Apóstolos, foram os dois irmãos vistos por monsenhor Marcelo Crescenzi, cônego da
basílica Vaticana, logo depois cardeal da santa Igreja. Enternecido pela grande modéstia e
recolhimento e pela pobreza do traje dos peregrinos, sentiu-se internamente impelido a
perguntar-lhes donde eram e o motivo que os trazia a Roma. Expôs-lhe Paulo a finalidade do
Instituto da Paixão, acrescentando que viera solicitar do Soberano Pontífice a aprovação das
Regras. O pe. João Maria afirma que o primeiro encontro se teria dado nas
O
de São Pedro teria sido o segundo.
Notou o prelado na resposta tanta humildade e bom senso, que dele concebeu elevada estima
e afeição, inalteráveis até a morte. Muitos anos depois, em carta ao pe. Paulo, rememorava
aquelas circunstâncias
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“
Apraz-me relembrar-lhe que a nossa amizade teve inicio na igreja de São Pedro, no ano
jubilar de 1725. Era então cônego daquela basílica, quando o vi com seu irmão, trajados de
penitentes, descalços a orar diante do altar da Confissão dos santos apóstolos. Concebi tal
desejo de falar-lhes e informar-me de seu estado e vocação que ali mesmo lhes dirigi
algumas perguntas. E foi assim que nos conhecemos. Em seguida foram apresentados ao
cardeal Corradini e depois a Bento XIII, de feliz memória, que os ordenou sacerdotes. A
origem de tão grande bem foi a sua visita aos santuários de Roma nesse traje
”
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Desde então jamais cessou o prelado de proteger a Paulo e favorecer a Congregação.
Apresentou os dois irmãos, como dissemos, ao cardeal Corradini, seu íntimo amigo. O
eminente príncipe da Igreja, grande sábio e coração magnânimo, verdadeiro pai dos pobres,
reconheceu sem mais o tesouro de virtudes que enriquecia aqueles Pobres de Jesus, tendo
imenso prazer em empenhar seu valimento em prol de seus amigos. Crescenzi, criado cardeal
e arcebispo de Ferrara, morreu em 1768. Nascera em 1694.
Começavam a realizar-se as proféticas palavras de d. Cavalieri:
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“
O Instituto é todo obra de
Deus: virá à luz do dia por caminhos ocultos e maravilhosos
”
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Aí estão, com efeito, os dois personagens, até a pouco desconhecidos de Paulo, de quem se
valeu Nosso Senhor para realizar os seus desígnios. Ainda veremos coisas mais
maravilhosas. Teceram elogios tais dos dois irmãos, que Sua Santidade desejou ouvi-los em
Santa Maria IN DOMINICA, chamada vulgarmente a NAVICELLA.
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