SÃO APRESENTADOS A BENTO XIII

Chegou enfim o dia por que Paulo tanto suspirara e pedira com orações e lágrimas; dia em que lhe era dado lançar-se aos pés do Vigário de Jesus Cristo, de quem uma só palavra era o suficiente para levar a efeito a magna obra da Providência.

Os homens de Deus vão de madrugada a Santa Maria e lá esperam com ansiedade o momento solene. São apresentados ao Papa.

A fé lhes faz ver no seu Vigário o próprio Jesus Cristo. Prostram-se e beijam-lhe os sagrados pés. Paulo, refere-o mais tarde, não pode articular palavras. Foge-lhe da mente todo pensamento e, sob o peso de profundo respeito, é todo confusão e mudez. Mas, encorajado pelas afetuosas palavras do Pontífice, expõe rapidamente o espírito do Instituto e conclui rogando-lhe a faculdade de reunir companheiros.

O Santo Padre ouve-o com benevolência e persuade-se do que lhe disseram o cardeal Corradini e Mons. Crescenzi. E sem mais concede-lhe, vivae vocis oraculo, tudo o que pedira.

Deste modo, em 1725, ano de indulgência e perdão, foi colocado o selo da autoridade apostólica na, Congregação da SS. Cruz e Paixão de N. S. Jesus Cristo; época verdadeiramente memorável nos anais do Instituto.