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Chegou enfim o dia por que Paulo tanto suspirara e pedira com orações e lágrimas; dia em
que lhe era dado lançar-se aos pés do Vigário de Jesus Cristo, de quem uma só palavra era o
suficiente para levar a efeito a magna obra da Providência.
Os homens de Deus vão de madrugada a Santa Maria e lá esperam com ansiedade o momento
solene. São apresentados ao Papa.
A fé lhes faz ver no seu Vigário o próprio Jesus Cristo. Prostram-se e beijam-lhe os
sagrados pés. Paulo, refere-o mais tarde, não pode articular palavras. Foge-lhe da mente
todo pensamento e, sob o peso de profundo respeito, é todo confusão e mudez. Mas,
encorajado pelas afetuosas palavras do Pontífice, expõe rapidamente o espírito do Instituto e
conclui rogando-lhe a faculdade de reunir companheiros.
O Santo Padre ouve-o com benevolência e persuade-se do que lhe disseram o cardeal
Corradini e Mons. Crescenzi. E sem mais concede-lhe, vivae vocis oraculo, tudo o que
pedira.
Deste modo, em 1725, ano de indulgência e perdão, foi colocado o selo da autoridade
apostólica na, Congregação da SS. Cruz e Paixão de N. S. Jesus Cristo; época
verdadeiramente memorável nos anais do Instituto.
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