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Após entoar de coração cânticos de ação de graças ao Senhor, aos apóstolos são Pedro e são
Paulo e aos mártires da cidade eterna, voltaram para Gaeta.
O primeiro a ter conhecimento da feliz nova foi o snr. bispo de Tróia. Satisfeitíssimo com
noticia tão agradável, quando mais sofria a ausência de seus amadíssimos irmãos, assim os
chamava em sua bondade, respondeu-lhes nos termos seguintes:
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“
Oh! quanto me consola o saber - bendito seja Deus! - que podeis reunir-vos em comunidade
com os que desejam imitar-vos! Não sou invejoso, mas Aemulor Dei aemulatione: tenho
santa inveja do bispo de Gaeta, por vos possuir em sua diocese. Nada obstante, in spe contra
spem spero et confido: confio e espero contra toda esperança
”
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Que é que esperava? Ele mesmo o diz claramente em outra carta
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“
Se meus pensamentos não são temerários, espero e confio ter em minha diocese, antes de
falecer, alguns dos vossos companheiros, caso os meus pecados não impeçam tão grande
ventura
”
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O santo bispo envidou todos os esforços por encontrar lugar conveniente e fundar uma casa
do Instituto, pois ele e mais um sacerdote aspiravam terminar os dias revestidos da santa
libré da Paixão, entregando-se unicamente à prece, à penitência e à propagação das glórias e
ignominias de Jesus Crucificado.
Paulo anelava proporcionar-lhe essa consolação e, ao mesmo tempo, viver ao lado de alma
tão santa, mas graves razões o retinham em Gaeta, na ermida de Nossa Senhora da Cadeia,
admiravelmente conforme o espirito do Instituto e onde começavam a chegar alguns
companheiros desejosos de consagrar-se à Paixão do Redentor.
Eram um sacerdote, que apenas conhecemos pela menção que dele faz d. Cavalieri, e o bom
Ricinelli, o clérigo de que já falamos.
Este, havia muito se entregara à vida de comunidade com os servos de Deus, imitando-os
com fervor admirável em todas as práticas de devoção e penitência. Resolvido a não mais
deixá-los, aspirava pelo dia da vestidura.
Paulo chamou à ermida de RETIRO para caraterizar o espirito do Instituto. Esta a razão por
que os Passionistas chamam suas casas de RETIROS.
Ali formava, com o exemplo e a palavra, os primeiros filhos, excitando-os a imitarem as
virtudes de Jesus Crucificado. Foi, então, com mais clareza, que demonstrou possuir o dom
de ler nas consciências e no futuro: dom esse que mais lhe realçou a santidade.
Certa pessoa, ligada pelos laços do matrimônio, aparentemente - desprendida dos cuidados
terrenos, estava, conforme se dizia, em continua oração. Julgavam-na em intimas
comunicações com Deus e alguns afirmavam que a ss. Virgem a honrava por vezes com sua
presença e seus colóquios. Apresentaram-na a Paulo que, ao examinar-lhe o espirito,
concluiu ser tudo engano do demônio. Advertiu-a com muita caridade e ensinou-lhe o
verdadeiro caminho da perfeição cristã. Mas foi em vão. Em breve, todos reconheceram a
verdade do parecer do santo.
Algumas pobres esposas de marinheiros esperavam seus maridos, ausentes havia muito.
Como não recebiam noticias, estavam aflitíssimas, na suposição de um naufrágio. Foram ter
com o santo, esperando palavras de consolo. Respondeu-lhes com o rosto sereno que nada
temessem, porque os maridos, por quem tanto choravam, estavam sãos e salvos. Indicou-lhes
até o lugar onde se encontravam naquele momento e afirmou que em breve chegariam com
lucros consideráveis. O júbilo daquelas senhoras atingiu o auge quando tiveram a ventura de
revê-los, como predissera o servo de Deus.
Em outra ocasião, os mesmos cuidados e as mesmas esperanças levaram à ermida diversas
senhoras, e Paulo, comovido, mandou-as voltar daí a três dias. Reuniu, entretanto, a pequena
comunidade e puseram-se em oração. Ao revê-las, anunciou-lhes que o navio em que
estavam seus esposos correra grande perigo de cair nas mãos dos turcos, mas não o
permitira a misericórdia infinita de N. Senhor e dali a quatro dias entraria no porto. Quatro
dias eram passados e a embarcação atracava no porto! Antes de interrogados, narraram os
navegantes, ainda a tremer, como por verdadeiro milagre haviam escapado dos cruéis
inimigos do nome cristão, que por largo tempo os perseguiram a fim de levá-los cativos para
a África.
Por sua vez, referiram-lhes as esposas a profecia do santo e os conduziram à ermida de
Nossa Senhora da Cadeia para agradecerem ao homem de Deus.
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“
À Virgem é que deveis agradecer, disse Paulo, pois foi ela quem vos salvou do iminente
perigo de morte
”
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Estes e outros fatos não menos admiráveis atraíram à ermida verdadeiras multidões. As
honras que lhes tributavam e as visitas sempre mais numerosas acabaram por tirar-lhes a
doce quietude da solidão. A fim de se subtraírem à glória e reaverem o sossego da oração,
deliberaram retirar-se para o santuário de Nossa Senhora da Cidade, no território de Itri,
edificado no cume de alta montanha, cuja parte setentrional limita o horizonte de Gaeta.
A força de súplicas obtiveram do snr. bispo permissão de habitar aquele ermo, em
companhia dos sacerdotes que velavam pelo santuário.
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