VISITA INESPERADA

Os neo-sacerdotes, animados de novo espirito, desenvolviam maior atividade em prol dos queridos enfermos, sem interromper os estudos da teologia e das sagradas Escrituras, sob o magistério do vigário de São Bartolomeu. Não lhes parecia suficiente o apostolado do exemplo: era necessária a ciência, luz do intelecto, triunfadora do erro. Deveriam ser, na casa de Deus, lâmpadas ACESAS E FULGURANTES. João Batista tornou-se mui versado nas Escrituras; Paulo adquiriu o dom da palavra, forjadora de apóstolos.

Por esse tempo, receberam inesperada visita.

Os idosos pais, não tendo noticias dos dois filhos, enviaram a Roma José, seu irmão, que, desconhecendo a cidade, muito andou para encontrá-los. Extenuado pela longa viagem, acometeram-no violentíssima febre e fortes dores de cabeça. Não podendo suportar as dores, suplicou a Paulo, sentado junto ao leito, lhe colocasse a mão na cabeça... Persuadira-se de que se restabeleceria pelos méritos do santo. Descobriu Paulo as intenções do irmão e aconselhou-o se recomendasse a Deus, em quem deveria confiar. Vencido, porém, pelas reiteradas súplicas do enfermo, pôs-se de pé e exclamou

“ Pois bem, tem confiança. O sacerdote tem poder para ressuscitar os mortos ” ...

E colocando a destra na fronte de José, proferiu as palavras do Evangelho:

“ Super aegros manos imponent et bene habebunt: imporão as mãos sóbre os enfermos e estes serão curadas (Marc. 16, 18) ” .

E o irmão adormeceu... Ao despertar, duas horas após, já não sentia dor alguma. De volta a Castellazzo, inebriou de contentamento o coração dos pais, narrando maravilhas a respeito dos irmãos.