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Deus manifestara a sua vontade.
Quais cervos sedentos em busca das fontes da água viva, Paulo e João Batista voam para o
Monte Argentário, futuro berço do Instituto da Paixão.
Chegados a Portércole, souberam que a ermida da Anunciação estava habitada por certo
anacoreta. Lá estava Antônio Schiaffino, o conterrâneo que saíra de Gaete. É' verdade que,
não longe, havia outra ermida dedicada a santo Antão, mas em tal estado que lhes não
pareceu bastante decorosa para nela se celebrar o divino Sacrifício. Sobem, nada obstante, o
monte, suplicando humildemente ao ermitão habitarem o santo lugar em união de caridade. A
proposta foi recusada; nem sequer lhes permitia permanecerem na montanha... Em silêncio e
calma, adoraram naquela recusa a vontade do Altíssimo e resolveram voltar a Castellazzo.
Descem ao porto de Santo Estêvão, onde três vapores estão para levantar ferros. Conseguem
passagem grátis num daqueles navios. Ao primeiro vento favorável, põem-se em movimento
as três embarcações. Duas, desfraldadas as velas, fazem-se rapidamente ao largo, ao passo
que a terceira, em que se encontram os servos de Deus, não se move, por maiores esforços
que façam os marinheiros. Vem em seu auxílio as outras embarcações. Grossos cabos presos
à popa esforçam-se por rebocá-la. Tudo inútil. Permanece imóvel como rocha. Admirados e
estupefatos, temeram os marinheiros algum malefício ou castigo do Céu.
Já não sabiam o que fazer, quando Paulo, que estivera em oração no camarote do
proprietário da nau, vem acalmá-los, esclarecendo ser ele próprio a causa de o navio não se
mover, visto como Deus queria que fixasse naquele monte sua morada.
Com efeito, apenas saltam em terra ele e seu irmão, o barco se afasta da praia, sulcando
rapidamente as ondas como os demais.
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