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Após breve convalescência, prosseguiu as missões na diocese de Soana, mas tão debilitado
que causava compaixão a quantos o viam. Passou dois anos em alternativas de sofrimentos,
solidão e apostolado; missionário ou anacoreta, distinguiu-se sempre pelos benefícios
outorgados ao próximo.
João Fontana, rico senhor de Protocole, havia muito sofria erupções cutâneas de caráter
maligno. As mãos e o rosto apresentavam aspeto horrível. Todos o evitavam como se fora
leproso. Esgotados os recursos médicos, recorreu ao poder de Paulo. Subiu o Argentário e
lançou-se aos pés do santo, rogando-lhe o libertasse da ignominiosa moléstia. O servo de
Deus encorajou-o, benzeu-o e o despediu. Tomado de alegria e esperança como jamais
experimentara, volto João para casa pouco antes do anoitecer. Na manhã seguinte, ao
levantar-se, pareceu-lhe estar radicalmente curado; mas, temendo uma ilusão, chamou os
empregados, ordenando abrissem as janelas. Estava realmente curado. Puseram-se todos de
joelhos, rendendo sinceras graças a Deus, sempre prodigioso nos seus santos.
E o apóstolo de Jesus Crucificado continuava as santas missões.
Em Monte Orgiali veio todo o povo ao encontro dos missionários; mas, ao vê-los descalços
e trajados tão insolitamente, recebeu-os com vaias, assobios e insultos.
Sem se perturbar, pôs-se Paulo a evangelizá-los. Sua voz tomou um não sei quê de
solenidade, que a multidão, passando subitamente do desprezo ao respeito, ouviu-o
silenciosa e recolhida. Foi uma das mais frutuosas missões pregadas pelo nosso santo.
Desapareceram as discórdias mais inveteradas, os jogos, a embriaguez e os costumes
dissolutos. Monte Orgiali estava transformada!.
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