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O santo missionário ia deixá-los...
Nas últimas recomendações falou-lhes da grande obra do monte Argentário, interrompida
por causa de seus pecados. Adorava os juízos divinos e se submetia às disposições da
Providência. Abençoou o auditório desfeito em pranto e desceu do estrado. Todos se
agruparam em seu redor, esforçando-se para lhe beijar a mão ou á` capa. Com muito esforço
conseguiu libertar-se da multidão.
À porta da cidade e até às margens do lago, esperavam-no os ministros reais, os oficiais do
exército, todos os maiorais da cidade. Chamavam-no com o doce nome de pai,
protestando-lhe os leais vivos sentimentos de afeto e submissão e prometendo-lhe para
limito breve a construção do retiro. Paulo agradeceu comovido e tomou o barco, enquanto a
multidão o seguia com a vista e o coração.
Fiéis à promessa, conseguiram os fundos necessários para os alicerces, obrigando-se a
novas quotas à medida que adiantassem os trabalhos.
Paulo delineou a planta e iniciou-se a obra.
O edifício devia formar um conjunto harmônica de tudo o que fosse necessário, mas em
conformidade com a pobreza religiosa.
Aos 4 de março de 1733, em meio a entusiasta e comovida multidão de fiéis, colocou-se
solenemente a primeira pedra. O santo estava ausente. Incumbindo o pe. João Batista da
direção dos trabalhos, fora pregar a Quaresma em Piombino.
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