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Enquanto Paulo construía o templo das almas, prosseguia-se o edifício do monte Argentário.
Lutava-se contra a escassez de água. O pe. João Batista recorreu a N. Senhor, que faz brotar
de seus tesouros mananciais de água viva.
Animado de viva fé e certo do milagre, dirigiu-se com a Cruz alçada ao bosque vizinho,
seguido dos coirmãos e dos operários. Deteve-se de repente, ajoelhou-se, orou por instantes
e ordenou cavassem ali.
Aos primeiros golpes da picareta jorrou límpido e abundante manancial. Conduzido por
canos, serviu para a construção.
Continua até os nossos dias a alimentar abundantemente duas caixas: uma dentro do convento
para uso dos religiosos, outra na praça da igreja para os peregrinos.
O favor divino incentivou sobremaneira os trabalhos. Quando o santo Fundador regressou de
Piombino, as paredes estavam bastante altas. Ficou satisfeitíssimo. Fruiu por alguns dias as
doçuras da solidão, retornando logo à messe das almas. Conversões admiráveis e
portentosos milagres multiplicavam-se nas missões pregadas por Paulo da Cruz.
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