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Corria o ano de 1733. Negras nuvens acumulavam-se no céu da Itália. Espanha, França e
Sardenha confederaram-se para apoderar-se das possessões austríacas na Itália.
No mês de outubro, enquanto os exércitos franceses e cardos invadiam a Lombardia, os
espanhóis, desembarcados em Spezzia, marchavam contra a Toscana. O duque de Mântua,
seu comandante, aquartelou-se na cidade de Sena. Era, portanto, para temer o cerco de
Orbetello e de outras fortalezas do litoral.
Irrompeu entretanto um destacamento inimigo, requisitando todos os animais da região e
devastando os campos.
O infante d. Carlos, nomeado generalíssimo, avançou aceleradamente contra Nápoles,
desprovida de tropas austríacas pela incúria do Imperador. O ataque foi decisivo. D. Carlos
entrou, quase sem oposição, na cidade, conquistando em pouco tempo todo o reino. Coroado
em Palermo, recebeu o nome de Carlos III.
Durante as vicissitudes da guerra, o vice-rei da Áustria, Visconti, dera ordem perentória
para que todos os vassales das forças inimigas abandonassem, no prazo de um mês, o
território dos Estados imperiais.
Terrível golpe para os solitários do monte Argentário! Paulo e seus filhos, vassalos do rei
da Sardenha, deviam deixar, quiçá para sempre, a amada solidão! Orbetello unia suas
lágrimas às do santo Fundador. Seu pai e arrimo em todos os infortúnios, aquele que por
Eles se sacrificara heroicamente no decurso da epidemia, tinha de abandoná-los aos horrores
da guerra!... té os soldados. se lamentavam...
O general austríaco, intimo amigo do servo de Deus, resolvia a deixá-lo partir. Encontrou,
afinal, um expediente para eximir os santos solitários de ordem tão rigorosa. Fêz mais.
Permitiu-lhes entrarem e saírem da fortaleza quando lhes parecesse.
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