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Essas inúmeras vitórias faziam o santo olvidar as ingentes e incessantes fadigas do
apostolado.
Como prêmio de seu zelo, aumentou Deus o pequeno rebanho, formado por Paulo na escola
da Cruz, a fim de enviá-lo mais tarde aos combates do Senhor.
No sábado das têmporas do Advento de 1735, o snr. bispo de Soana ordenava sacerdote a
seu irmão, Antônio. Celebrou ele a primeira missa na pequena igreja da ermida, assistido
por Paulo e João Batista, que choravam de comoção. Dias após, chegou um jovem sacerdote
de Pereta, diocese de Soana por nome Fulgêncio Pastorelli. Quando clérigo, assistira uma
missão do pe. Paulo e, desde então, desejou ser Passionista. Te-lo-ia feito imediatamente,
não o aconselhara o santo esperasse a ordenação. O afeto que nutria pelo santo Fundador
levava-o freqüentemente ao Argentário, onde permanecia por vários dias em conferências
espirituais com o servo de Deus.
Sucedeu certa feita graciosa aventura, prova de que aqueles solitários não viviam para a
terra. A primeira vez que o pe. Fulgêncio chegou ao monte, Paulo e seus companheiros
quiseram preparar-lhe um
Acenderam o fogo e puseram a cozinhar algumas
favas. Mas... começando a discorrer sobre a grandeza de Deus e as alegrias do paraíso,
engolfaram tanto nesses santos e sublimes conceitos, que olvidaram as favas e a ceia... No
dia seguinte deram com o fogo apagado, a panela fria e as favas queimadas...
Apresentaram-se outros postulantes, todos desejosas de vestir a libré da Paixão. Eram nove
ao todo. Não sendo possível alojá-los na pequena ermida, construíram uma choupana de
folhagem, coberta de palha, onde quatro deles pernoitavam. Eram pobres, mas felizes...
Como eram fervorosos e penitentes aqueles primeiros Passionistas!...
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