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Paulo sentia não poder instalar melhor a querida família religiosa. A construção continuava
suspensa por falta de recursos.
O irmão Marcos fora incumbido de conservar, ao menos, as paredes já levantadas. Quando
em casa, Paulo comprazia-se em ajuda-lo pessoalmente. Um sacerdote seu amigo, ao vê-lo
trabalhar, perguntou-lhe com que meios contava levar a cabo o edifício. Paulo respondeu
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“
Tenho apenas 30 soldados, mas conto com o auxílio de Deus
”
.
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A compra e o transporte dos
primeiros materiais custaram muito e lhe consumiram as abundantes esmolas que recebera de
Orbetello e já não tinha coragem de solicitar novos auxílios, levando em consideração as
devastações da guerra.
O general de Las Minas, que conseguira do rei licença para a continuação das obras,
aconselhara-o a dirigir-se a Carlos III, cuja generosidade, dizia ele, corria parelhas com sua
bondade.
Após a festa de santo Antão, no rigor do inverno, confiando a pequena comunidade à direção
do pe. Fulgêncio, partiu para Nápoles com o pe, João Batista. Recebeu-os o rei durante o
jantar. Perguntou-lhes com vivo interesse o motivo da viagem. Expôs-lhe o servo de Deus
em breves palavras a finalidade do Instituto e os primórdios da construção do convento.
Agradeceu a Sua Majestade a licença concedida e concluiu afirmando contar com sus
generosidade para o remate do edifício.
Carlos III, contente por saber da existência de obra tão santa, sem mais deu ordem para lhe
entregarem cem dobrões. Com ótimo auxílio prosseguiram velozmente as obras. Para mais
acelerar os trabalhos, os próprios religiosos se uniram aos pedreiros. Todas as manhãs, após
as orações e a santa Missa, dirigiam-se à construção. Paulo, como servente, animava a todos
com o exempla e a palavra. Construindo o templo material, não descuidava o edifício
espiritual das almas, incutindo no mestre e nos operários ódio mortal ao pecado, amor
ardente à sagrada Paixão de Jesus e à Mãe das Dores.
Quem poder, descrever os transportes de alegria do santo Fundador?
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“
Meu Deus, exclamava, é esta a mansão do vosso amor, por vós preparada para os que vos
amam
”
.
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Os demônios, divisando no edifício forte baluarte contra o seu poder, envidaram todos os
esforços por lançá-lo por terra; destruíam de noite o que se levantava durante o dia.
Contudo, força superior paralisou a teimosia diabólica. Vencidos pelas orações do santo,
vingaram-se os espíritos infernais em sua pessoa, atormentando-o atrozmente, enquanto
novas derrotas lhes infligia a paciência heróica de Paulo da Cruz.
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