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De regresso da expedição militar à Lombardia, assentara o exército espanhol quartel em
Livorno e Pisa, para onde teve que seguir o general de Las Minas. Este falou ao
generalíssimo, duque de Montemar, a respeito do bem imenso que fizera Paulo em prol de
seus soldados. O duque, que já admirava as virtudes do servo de Deus, convidou-o a pregar
missão às tropas.
Paulo embarcou no Porto de Santo Estêvão em falua real, que navegava em companhia de
outras embarcações. Já estavam à vista de Livorno, quando, improvisamente, se levantou
furiosa tempestade. As outras naves, arrebatadas pelo furacão e feitas joguetes das ondas,
sossobraram. Igual sorte ameaçava o barco em que se achava o nosso santo. Os marinheiros
colheram as velas, lançando mão dos remos; mas um deles fez-se logo em pedaços,
deixando-os à mercê dos ventos. Paulo invocou o socorro da Estrila dos mares, recitando as
ladainhas da ss. Virgem e abandonou-se às mãos da Providência.
Os marinheiros, animados por suas palavras, conseguiram levar a embarcação ao porto, após
ingentes esforços. Geral foi a estupefação, pois parecia inevitável o naufrágio.
Depois de render sentidas graças à Mãe de Deus, Paulo apresentou-se ao duque, pondo-se à
sua disposição. Combinaram a missão para a semana depois da Páscoa, na cidade de Sena.
Paulo retornou imediatamente ao monte Argentário, levando abundantes esmolas recebidas
do generalíssimo e dos demais oficiais espanhóis.
Nos últimos dias da quaresma partiu para Pisa com o pe. João Batista, mas a missão fora
adiada, porque Madri ordenara que o exército deixasse aos poucos a Toscana.
A convite do Vigário Capitular de Chiusi, foram ambos missionar aquela diocese.
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