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A comissão cardinalícia considerou as Regras demasiado austeras, surgindo daí algumas
dificuldades. Paulo, certo de que gamem óbices seriam superados sem a sua presença,
incumbiu mons, Crescenzi de resolvê-los e partiu para o monte Argentário. Esperava na
oração a noticia de um êxito favorável, quando recebeu carta do referido prelado,
reclamando-lhe a presença em Roma, por sobrevirem novas dificuldades.
Em fins de fevereiro retornou à Cidade Eterna. Essas longas e repetidas viagens em pleno
inverno fizeram-no sofrer muitíssimo. Quantas vezes seus passos eram assinalados com
manchas de sangue!
E após tantos sofrimentos, amargos desenganos o esperavam em Roma!
Os juízes se opunham à aprovação das Regras...
Enquanto Paulo orava na igreja de São Carlos, no Corso, disse-lhe claramente N. Senhor que
viria a aprovação, porém bem miais tarde.
De fato, apesar das diligências de mons. Crescenzi, os comissários indeferiram a petição.
Paulo, sempre humilde e resignado, adorou a ss. Vontade de Deus. Foi o próprio Paulo
quem, após muitos anos, indo ao palácio papal em condições bem diferentes, disse ao seu
confessor, aludindo aos primeiros tempos:
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“
Quantas vezes deixei nestas escadarias rastos de
sangue!
”
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