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Persuadido de que deixaria em Roma poderoso protetor, pensou o santo em regressar
imediatamente à sua solidão do Monte Argentário. Mas de partir, teve outra Consolação: a
de oscular os pés do Vigário de Jesus Cristo. O Papa, ao ver os dois irmãos, humildes e
pobres, encorajou-os com palavras paternais. Disse que aprovaria com máximo prazer as
santas Regras, mas com algumas mitigações, como sejam: o uso do chapéu, da capa, da
sandálias e de hábito menos grosseiro. Sem tais mitigações acrescentou o Santo Padre, os
que se agregassem à Congregação não perseverariam.
Sempre dócil em obedecer, respondeu Paulo que para ele a voz de Sua Santidade era a
mesma voz de Deus.
Deu-lhes em seguida o Santo Padre a bênção apostólica e eles, felizes como se houvessem
estado na presença do mesmo Jesus Cristo, partiram para a solidão.
O santo escrevia freqüentemente ao abade Garagni, recomendando-lhe velasse pela
integridade das santas Regras, como lhas inspirara a divina Majestade, sem outras
modificações que as apontadas por Sua Santidade.
Anelava ardentemente trazer no peito o DISTINTIVO que lhe mostrara mais de uma vez a ss.
Virgem:
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Se não é atrevimento da minha parte, recomendo à vossa piedade esse sagrado SINAL de
salvação, para termos a ventura de trazê-lo externamente e muito mais no coração, para
vexame do inferno
”
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Paulo estimulava o zelo do amigo, expondo-lhe a missão e a beleza da obra a que
emprestava eficiente assistência.
Sondara o apóstolo as profundas chagas do seu século: a libertinagem, o orgulho, o espírito
de incredulidade, as falsas doutrinas. Percebera os surdos e ameaçadores ruídos do vulcão
prestes a entrar em atividade e que tantas ruínas iria causar.
Oh! como desejaria deter o braço de Deus, alçado para castigar a terra!
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“
Porém, tremo e temo, dizia ao abade Garagni. O mundo está talvez tão pervertido, que já
não há reter os terríveis açoites dos flagelos divinos. O que digo, toco-o com a mão
”
.
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Faziam-se, portanto, necessários os apóstolos da Cruz.
A sagrada Paixão do Redentor, pregada por toda parte e sem cessar, será a poderosa
alavanca que irá levantar o imenso peso das iniqüidades humanas.
O sofisma pervertera de tal modo o espírito que no futuro, se dirigirá forçosamente ao
coração do homem.
Outro argumento da oportunidade do Instituto da Paixão:
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“
A maior parte dos cristãos vive esquecida dos, infinitos sofrimentos do nosso amabilíssimo
Jesus. Esta a causa por que dorme na lama da iniquidade. Para arrancá-la do letargo, mister
se faz obreiros zelosos que anunciem, com o clarim da divina palavra, a sacratíssima Paixão
de Jesus, Cristo, despertando os pobres pecadores, sentados nas trevas e sombras da morte.
Só assim glorificar-se-á a N. Senhor com inúmeras almas convertidas e com muitas outras
que se hão de entregar à oração, caminho da santidade. Inflame-se, pois, de zelo, ilmo.
senhor, e insista com os eminentíssimos cardeais, caridosos protetores desta santa obra, para
lhe obterem do Santo Padre a aprovação
”
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