DUAS DEFECÇÕES

Mas, as obras de Deus trazem sempre o selo das contradições A vida dos santos é entrelaçada de consolações e amarguras.

De consolações, para superarem a debilidade da natureza humana; de amarguras, para enriquecerem a alma de virtudes e merecimentos.

O noviço Ângelo de Stefano, sempre enfermiço, não suportou os rigores do inverno e retornou ao século. Que mágoa para o coração do santo, que o considerava uma das colunas da Congregação nascente!.

Teve de sofrer outra separação. O pe. Antônio, seu irmão, não se comportava conforme o seu desejo. Paulo, unindo a doçura à severidade, esforçava-se por fazê-lo voltar ao antigo fervor. Tudo inútil. Despediu-o, pois, preferindo reduzir a Congregação a três sacerdotes e dois irmãos leigos a permitir nela se introduzisse a tibieza.

Rude golpe para o Instituto porque, embora não afetasse as bases de sua existência, comprometia a fundação projetada.

De fato, certa comunidade aproveitou, o ensejo para defender pretensos direitos, obtendo em Roma que a Congregação do Bom Governo proibisse terminantemente ao Conselho de Vetralla ceder a Paulo a ermida do Santo Anjo.

A morte arrebatara-lhe, no dia 8 de fevereiro, o poderoso protetor, cardeal Corradini. Por outro lado, experimentava completo abandono espiritual e cruéis vexações diabólicas.

Estava envolto em densas trevas, quando recebeu carta do cardeal Rezzonico. Verdadeiro bálsamo consolados!

“ Muito me alegrou, dizia este, a notícia de que estais disposto a aceitar a ermida ofertada pelo Conselho de Vetralla. Ainda que a não possais inaugurar com mais de três ou quatro religiosos, não a recuseis. Espero que a divina Providência aumente os operários de sua vinha. Não temais as oposições do inimigo, que vos move tão crua guerra. Haveis de vencê-lo, confundindo-o. Que N. Senhor vos de ânimo e valor; para este fim dirijo-me incessantes súplicas. Agradeço-vos a caridade das orações e desejo-vos abundantes bênçãos do Céu ” .