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Essas palavras não eram somente uma esperança; eram uma profecia.
Do Piemonte, da Toscana, dos Estados Pontifícios, acorreram ao monte Argentário, para
alistar-se na milícia da Cruz, clérigos e irmãos leigos, em número tão elevado, que não
restou vaga uma cela sequer. Eram todos fervorosos e generosos. Bendisse Paulo ao Senhor
pela inesperada fecundidade.
Entre os recém-chegados, para sermos breves, citaremos apenas os sacerdotes Marco
Aurélio Pastorelli e Francisco Appiani, almas verdadeiramente santas.
O primeiro, ótimo religioso da Congregação da Doutrina Cristã e superior do colégio de
Civitavecchia, conhecera a Paulo quando ali pregara a santa missão. Atraído para o novo
Instituto, com consentimento de seu superior geral trocou sua batina pela humilde túnica da
Paixão.
Possuía rara piedade, a par de vasto saber e, embora de compleição franzina, tinha grande
espírito de penitência. Dizia o pe. Paulo:
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Crede, o pe. Marco Aurélio é excelente operário, útil para missões e para tudo
”
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“
Oh! que
grande providência!
”
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O segundo, única vergôntea dos Appiani, príncipe de Piombino, aspirava, desde 1735, vestir
o santo hábito da Paixão, A piedosa mie resignara-se ao sacrifício, mas o pai, apesar do
afeto que nutria pelo santo Fundador, desejava prender o filho ao século pelos laços do
matrimônio.
O piedoso jovem, em vista desses obstáculos, desabafa por cartas com o santo as angústias
de sua alma.
O prudente diretor aconselhava-lhe:
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Se alguém lhe propuser o casamento, responda que não pode fazer essa injúria a unia
grande princesa, a quem já deu sua palavra e que se dignou aceitá-lo por filho e esposo
”
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Ao ter conhecimento das dificuldades suscitadas contra a fundação de Vetralla, perorou a
causa junto do cardeal Riviera, prefeito da Congregação do Bom Governo. Este anuíu aos
desejos de Colonna, mas quis conhecer antes a opinião do Soberano. Pontífice.
Sua Santidade aprovou o projeto do povo de Vetralla, dando ordens para que se expedissem
quanto antes as faculdades. necessárias.
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“
É justo salientar, diz são Vicente Strambi, que o bom êxito da empresa se deve, em grande
parte, ao abade conde Garagni, o qual escreveu a Paulo aos 12 de outubro, avisando-o da
mercê obtida
”
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Eis em resumo suas palavras
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“
Para vossa consolação posso dizer-vos que larga estrada se abre para o desenvolvimento
do Instituto. Orai sem cessar e pedi orações. Quer-me parecer que N. Senhor vos deseja em
mais de um lugar perto de Roma
”
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