CAPÍTULO XXIII


GOVERNO DE PAULO

A bondade é o traço supremo, o esplendor da beleza moral chamada SANTIDADE.

Se nas perfeições divinas houvera graus, poder-se-ia dizer que a bondade seria o primeiro de seus atributos, por ser o poderoso ímã que a Ele atrai todos os seres. Causam-nos admiração a grandeza e a eternidade de Deus; sua bondade, porém, comovemos o coração e nos subjuga a alma.

E' a humildade justa e agradável amálgama de doçura e de força. Sem doçura, a força seria rigor inflexível; a doçura, sem a força, tornar-se-ia debilidade. Nada mais doce do que a força; nada mais forte que a doçura.

“ A SABEDORIA ATINGE DE UM A OUTRO EXTREMO DO MUNDO COM FORÇA INFINITA E TUDO DISPÕE COM IGUAL DOÇURA (Sap. 8,1) ” .

Com efeito, nas obras divinas, na criação, na redenção, na santificação em Jesus Cristo, na Igreja, nos:auto:... que força e que doçura.

Não há muito tivemos, na Cátedra de Pedro, luminoso exemplo, cuja lembrança arrebata as almas cristãs e confunde os ímpios. Que doçura no imortal Pio IX! E que força invencível e inquebrantável ante os assaltos conjugados do inferno!

Também em Paulo da Cruz aliaram-se a doçura e a força. Mais do que no passado, ve-lo-emos nas páginas seguintes dirigindo o pequeno rebanho, O REINO QUE O PAI CELESTE HOUVE POR BEM CONFIAR-LHE (Luc. 12, 32).