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Deus, ao inspirar-lhe a fundação do Instituto, parece haver-lhe outrossim gravado no espírito
a maneira como governá-lo.
Dirigia-se sempre pela operação invisível da graça. Completamente alheio à falsa prudência
do século, antepunha aos interesses da Congregação o beneplácito e a glória de Deus.
Quando se tratava da glória de N. Senhor nada o detinha. Jamais, porém, iniciava qualquer
trabalho com ansiosa precipitação; muito ao contrário, refletia seriamente, escolhendo os
meios mais adequados para o bom êxito da empresa. Por vezes as circunstâncias o
obrigavam a agir com presteza. Mas, quer temporizasse, quer se lançasse logo ao trabalho,
opera-a sempre com plena posse de si mesmo e com a calma de quem está unido a Deus.
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“
Agir diversamente, dizia, não convém nem pode dar bom resultado
”
.
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Em afazeres de alguma importância, não confiava na própria opinião; pedia luzes a Deus e
tomava conselho dos homens.
Repetia com freqüência as sentenças do Espírito Santo:
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“
EU, A SABEDORIA, HABITO NO CONSELHO (Prov. 8, 12)... MEU FILHO, NADA
FAÇAS SEM CONSELHO
”
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(Ecl. 32, 24).
Essa a sua regra. Quando lhe davam parecer justo e reto, rendia-se imediatamente, sem levar
em conta a condição de quem lho dava.
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