INVICTA PACIÊNCIA

A par da justiça, resplandeceu em Paulo paciência inalterável. Jamais repreendia com voz alterada pela indignação ou cólera.

Dizia que

“ o aviso dado com bondade cura qualquer chaga, ao passo que, dado com aspereza, produz dez ” .

Escreveu a um reitor demasiado severo:

“ Não seja precipitado no corrigir, principalmente quando sentir qualquer princípio de paixão; mas, passado algum tempo. quando estiver calmo, chame o culpado e o corrija com coração de pai e de mãe ” .

E dava o exemplo. Que doçura e paciência nas correções!

Ao advertir a um irmão leigo, este alterou-se a ponto de proferir palavras inconvenientes. Paulo, calmo e humilde, abaixou a cabeça, abriu os braços e falou ao culpado:

“ Tenha compaixão de mim, querido irmão; um pouco de paciência... ”

O irmão, arrependido, lançou-se chorando aos pés do pai amoroso.