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Afeto especial nutria para com os noviços e estudantes. Deviam ser cultivados como plantas
delicadas. Proibia impôr-lhes jejum a pão e água e tratá-los com demasiado rigor,
acrescentando:
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“
Da conservação das forças, particularmente na juventude, depende uma observância mais
pontual
”
.
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Quando da tomada de hábito, não se continha ao contemplar aquela juventude que, do
borrascoso mar do mundo, aportava nas plagas seguras da observância regular. Desde
aquele momento far-lhes-ia saborear as doçuras de sua terna caridade.
Ao passarem à casa de estudos, seguia-os com o coração.
Em suma, nada omitia do que pudesse fazê-los progredir assim nas letras como no amor a
Jesus Crucificado.
Alguns escolásticos, de partida para outro retiro, onde iriam dar princípio ao curso
filosófico, foram pedir-lhe a bênção.
Presenteando-os com uma imagem da ss. Virgem, assim fala o carinhoso pai:
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“
Já não tendes pai nem mãe... ei-la, tomai-a por mãe...
”
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Fitando os filhos queridos, ajoelhados a seus pés, acrescentou, chorando:
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“
Prestai atenção, meus filhos. Resta-nos pouco tempo de vida: não nos veremos mais cá na
terra. Quero, portanto, deixar-vos três lembranças, que deveis conservar na memória.
Recomendo-vos, em primeiro lugar, a pureza de intenção, porque ela possui a secreta virtude
de tudo transformar em ouro. Estudai unicamente para a glória de Deus e bem das almas.
”
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“
Em segundo lugar, edificai um santuário interior e aí entrai para tratar com o Soberano
Bem, que habita dentro de nós, como no-lo ensina a fé. Nas horas de estudo, detende-vos de
quando em quando, dizendo internamente, com espírito de fé: Ó PADECIMENTOS DE
JESUS!...
”
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“
Recomendo-vos, finalmente, a modéstia da vista, guarda angélica do recolhimento...
”
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Ao pronunciar estas palavras, derramou novas lágrimas e os abençoou carinhosamente.
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