VISITA DE PAULO A CECCANO

O pai amoroso foi visitá-los e, ao vê-los tão angustiados pela estrema indigência, estimulou-os a confiarem em Deus, mas tanto os abatera o prolongado sofrer, que nem as palavras do santo conseguiam reanimá-los.

Recorreu então ao Senhor em sua aflição, pedindo, com lágrimas pão para seus filhos.

Ainda orava, quando se apresentou à portaria amável ancião com duas mulas carregadas de pão e azeite. O servo de Deus correu-lhe ao encontro e o saudou qual Anjo do Céu. Encarregou a um irmão leigo de cuidar do ancião e das mulas. Mas, ó maravilha! a ninguém se encontrou mais, nem sequer as pegadas na neve!

Prodígios semelhantes repetiram-se nos retiros de Santo Eutízio e Santo Anjo de Vetralla. Narremos este último.

Não havia um pedaço de pão para a ceia. O pe. Marco Aurélio avisou o santo Fundador e, gracejando, lhe disse:

“ Padre, faça um milagre para dar o que comer à comunidade! ” .

Replicou o servo de Deus:

“ Compete a v. revcia. fazê-lo ” .

Pôs-se, todavia, em oração. Momentos depois mandou a um irmão leigo sair pelos arredores do convento e observar se alguém passava com pães.

A poucos passos do retiro um homem, trajado de pastor, levava aos ombros uma cesta cheia de pães recém cozidos...

Expôs o irmão ao desconhecido a urgente necessidade dos religiosos. Sem dizer palavra, aquele senhor entregou-lhe todos os pães. O irmão, satisfeitíssimo, levou-os ao santo.

Estes e outros milagres operados por N. Senhor em favor de seu servo, são provas patentes de amor àquelas almas generosas, que tudo deixaram para segui-lo pela encosta escarpada do Calvário.