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O pai amoroso foi visitá-los e, ao vê-los tão angustiados pela estrema indigência,
estimulou-os a confiarem em Deus, mas tanto os abatera o prolongado sofrer, que nem as
palavras do santo conseguiam reanimá-los.
Recorreu então ao Senhor em sua aflição, pedindo, com lágrimas pão para seus filhos.
Ainda orava, quando se apresentou à portaria amável ancião com duas mulas carregadas de
pão e azeite. O servo de Deus correu-lhe ao encontro e o saudou qual Anjo do Céu.
Encarregou a um irmão leigo de cuidar do ancião e das mulas. Mas, ó maravilha! a ninguém
se encontrou mais, nem sequer as pegadas na neve!
Prodígios semelhantes repetiram-se nos retiros de Santo Eutízio e Santo Anjo de Vetralla.
Narremos este último.
Não havia um pedaço de pão para a ceia. O pe. Marco Aurélio avisou o santo Fundador e,
gracejando, lhe disse:
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“
Padre, faça um milagre para dar o que comer à comunidade!
”
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Replicou o servo de Deus:
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“
Compete a v. revcia. fazê-lo
”
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Pôs-se, todavia, em oração. Momentos depois mandou a um irmão leigo sair pelos arredores
do convento e observar se alguém passava com pães.
A poucos passos do retiro um homem, trajado de pastor, levava aos ombros uma cesta cheia
de pães recém cozidos...
Expôs o irmão ao desconhecido a urgente necessidade dos religiosos. Sem dizer palavra,
aquele senhor entregou-lhe todos os pães. O irmão, satisfeitíssimo, levou-os ao santo.
Estes e outros milagres operados por N. Senhor em favor de seu servo, são provas patentes
de amor àquelas almas generosas, que tudo deixaram para segui-lo pela encosta escarpada
do Calvário.
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